Mulher na Prática – Corajosa e Gentil. Eu Cinderela

Desde que ouvi essa declaração no novo filme Cinderela, de vez em quando penso a respeito. 

Seja Corajosa e Gentil

Por que ser mulher se tornou sinônimo de ser forte o tempo todo? Por que ser mulher se tornou sinônimo em muitos casos em ser rude, desbocada e não saber se comportar? Penso que ser mulher é:

Ser corajosa, forte, ousada, criativa, guerreira, ajudadora, independente na medida certa.

Mas não significa deixar de ser gentil. Não significa não ter bons modos, não saber andar de forma elegante como naqueles filmes antigos onde a mulher tinha aula de etiqueta e andava com livros em cima da cabeça e ainda por cima arrumava uma boa mesa. Por que não? Acredito que podemos ser as duas coisas.

Não, não sou essa mulher ao meu ver tão completa que eu mesma acabei de apresentar ai, rs… mas sinceramente, estou tentando me equilibrar na corda bamba entre os dois extremos. Sou mulher, sou feminina, sou corajosa, amo desafios e sou gentil.

Não gosto de ganhar flores, rs… prefiro uma blusinha, mas teve uma vez, uma única vez em que fiquei emocionada de verdade em ganhar flores. Foi quando tive meu primeiro filho, estava no hospital ainda e uma amiga da minha irmã, que nem era tão próxima de mim, me levou flores, um girassol. Entrou dizendo que sabia que não era o mais adequado pois poderia dar alguma alergia no bebê (e eu nunca liguei para essas coisas), mas mesmo assim levou, um pouco envergonhada e juntamente um conjuntinho da C&A. Nunca esqueci da sua gentileza, querida Gilmara.

Quando toda a atenção se volta ao bebe recém nascido e de fato o foco é a criança, nós mamães também passamos por uma grande avalanche de emoções e inseguranças e como foi significativo aquelas flores.

Acredito que quando encontramos um verdadeiro amor, seja um filho, um rapaz, até mesmo um animal de estimação, seja com a fé, uma amizade, um outro lado é despertado em nós. Antes, auto-suficientes e completamente independentes, só enxergávamos nosso EU! – Agora, aprendendo a dividir a atenção, dividir as vontades, dividindo o tempo que era exclusivamente nosso – e isso ao meu ver, é muito bom. Dar o braço a torcer, querer agradar o outro, negar a sua vontade pra fazer a vontade do outro.

Mas quem faria isso? Qualquer mãe com o filho doente, qualquer mãe acordando de 3 em 3h para amamentar mesmo caindo de sono. Qualquer mulher que ama profundamente e começa a entender que brigar por farelo de pão não faz sentido. Nessas horas o lago gentil tão apagado floresce!

Qual mulher não gosta de ser bem cuidada, gosta que o cara abra a porta do carro, gosta quando estão andando juntos pela rua e o rapaz pede que ela vá para a calçada com o objetivo de protege-la, e… pode gostar de vez em quando de pagar a conta do restaurante, só de vez em quando no meu caso.

Talvez a vida tenha sido muito dura para algumas mulheres, e elas só conseguem ver o lado de serem corajosas. Não choram, já choraram tantas vezes que a sensibilidade foi perdida. Por outro lado, talvez a vida tenha sido muito fácil para outras, tinham tudo o que queriam, aprenderam todas as lições de etiqueta, sabem ser gentis, mas sofrem quando precisam desbravar e serem ousada e corajosa.

Nosso problema, é o pré-julgamento da realidade alheia.  Mas, acredito eu que o equilíbrio entre essas duas qualidades, farão de nós mulheres melhores.

Sigo me virando entre o corajosa e gentil. Sigo alternando os extremos, me equilibrando na corda bamba, sigo aprendendo, usando a inteligência emocional, sigo crescendo por mais que isso possa gerar algum sofrimento, mas no fim, eu verei que valeu a pena.

E sabe o por que da imagem destacada ser diferente da home? – Por que essa é a Cinderela, se equilibrando entre dois pontos tão distantes, complexos e completos.

#EuCinderela.
Até o próximo post!
Beijos…